A estrela de Genevive
Todos sabemos que a morte é um mistério, algumas pessoas fazem suposições do que pode acontecer depois que deixemos esta vida, algumas religiões como a católica dizem que quando morrermos seremos julgados por tudo o que fizemos em nossa vida e dependendo deste julgamento seremos mandados ou para um paraíso ou para um lugar de trevas e sofrimentos para paguemos pelos pecados que cometemos -o que na minha opinião parece justo. Outras como espíritas acreditam que algum dia voltaremos para fazermos uma vida nova -fenômeno conhecido como reencarnação. Algumas pessoas dizem que nossos corpos apenas viram alimentos para aumentar a vida de seres incapazes de pensar ou sentir algo, enfim...existem muitas explicações para o que acontece após deixarmos esta vida, mas uma das minhas favoritas é que as pessoas que são interrompidas antes de completar seu destino viram nada menos do que uma estrela para guiar aqueles destinados a algo errado que pode interrompe-los também, sei que parece bobo, mas não disse que é verdade...nem que não é... mas tire suas próprias conclusões com a história de Genevive...
Nossa história se passa em uma pequena cidade que nem aparece nos livros de histórias e nem em qualquer outro lugar, só na memória daqueles que um dia tiveram lá, crowlingtug é seu nome se não me engano essa cidade agora se localiza no sudeste do Brasil, se não me falha a memória no estado do Espírito Santo, ainda é pequena como antes só o nome que mudou...não me lembro o nome exato mas não é isso que importa.
No ano de 1862 no dia 17 de maio já no fim da tarde, em um lugar tranquilo onde pode-se ver lindos campos verdes com um córrego de águas cristalinas passando perto de uma casa pequena e modesta se consegue ver Genevive, uma garota de 17 anos com cabelos com fios dourados como o por do sol deslumbrante que se vê logo atrás das montanhas, que descem livremente até chegarem a um ponto que se enrolam juntos com outros fios de cores semelhantes porém mais escuras e se encontram novamente com outros fios dourados como o sol caídos sobres grandes olhos azuis e brilhantes como o mar, Genevive está sentada em uma cadeira velha de sua avó de onde tem a visão perfeita do por do sol, ela está tão calma e silenciosa que parecera até uma pintura, mas esta paz é corrompida pelo barulho de panelas caindo na cozinha, ela se levanta, coloca suas botas de couro velho novamente nos pés cansados de tanto andar sobre o campo e vai ajudar sua avó com o jantar, depois de um tempo que não sei exato sua duração pode-se ver um delicioso ensopado de carne com verduras, depois de se deliciar Genevive se despede de sua avó e sai a caminho de sua casa, a noite está estrelada e muito bonita mas Genevive olha para o céu e sente algo estranho como se faltasse algo ali, ela ignora e continua caminhando.
Ao chegar em casa viu sua mãe Ellizabeth repousada no sofá com um livro sobre o colo, ela dormia tão profundamente que Genevive nem se incomodou em acordá-la, ao subir para seu quarto ela viu seu irmão Carlos deitado na cama ainda com as roupas de trabalho, ela se sentou para ler um pouco e logo ouviu a a porta da frente bater, era seu pai, um homem alto magro e com baraba sem fazer, ele andava sempre tonto ou mal-humorado, ela ouviu barulhos e alguém caindo -ele está bem pior hoje- pensou.
Um grito ecoou por toda a casa, seu irmão acordou com um pulo e outro barulho...agora com uma pequena explosão.
___TIROS- gritara ele apavorado.
Desceu as escadas correndo e...outro barulho, Genevive desceu mas antes que chegara até a sala se deparou com a cena mais horrível de sua vida, seu irmão caído bem em sua frente com um tiro perto das costelas, mais a frente havia sua mãe, com o vestido branco agora sujo de sangue e o pior, seu pai, bêbado com uma arma na mão quando a viu tentou atirar mas tropeçou em seus próprios pés e caiu em cima do corpo já morto de Ellizabeth, sem nem pensar direito, Genevive apenas saiu correndo e pulou a janela direto para uma grande árvore com galhos que encostavam na parede, ela desceu até o chão molhado pela chuva que acabara de começar e saiu correndo rumo a floresta, pensou em ir para sua avó mas o desespero era tanto que imaginara seu pai atrás dela a toda hora e não queria que ele machucasse sua avó, floresta adentro ela continuou correndo, tropeçou em uma raiz grande que saia da terra e bateu o tórax no chão, em questão de segundos todo o ar de seus pulmões despareceram e sua cabeça começou a doer, Genevive, sem ter fôlego pára continuar a correr virou de costas e ficou apreciando as estrelas, que agora fossem como se estivessem mais completas e por um segundo se esquecera de tudo o que aconteceu naquela noite e mergulhou em um sono profundo, já era de manhã quando Genevive foi acordada pelo canto dos pássaros, com as costas doendo pouco mais que sua cabeça ela se levanta e vê que está no meio do nada, sem nenhuma casa por perto ou alguém, apesar de já ser manhã o lugar está um pouco escuro pelo fato de as grandes arvores agora estarem tampando totalmente a luz do sol; Genevive se levanta e tenta ver de onde veio, mas era como se estivesse andado enquanto dormia porque não fazia de onde viera, e ela jurava que caíra em uma clareira no meio da mata, pois se lembra de ter olhado as estrelas na noite anterior e agora não dava nem pra ver o sol, mas ignorou e continuou andando, até seus pés sangrarem, estava morrendo de sede e fome, então de repente ela tropeça em algo muito duro e cai em um pequeno morro apesar de se arranhar e ter perdido muitos cabelos na queda ela por sorte cai ao lado de um riacho "não acredito" pensa, correndo para mais perto ainda, molha o rosto e se delicia com a água fresca, consegue assim capturar uma rã bem gorda e faz uma refeição, pronta para recomeçar sua caminhada em busca da civilização, se levanta e procura saber as horas, olha para océu e vê que o sol está exatamente no meio dele "meio-dia" pensa, Genevive já não estava aguentando mais andar e pensou que subir em uma árvore e descansar não poderia ser uma má ideia...
Logo que chegou no galho mais robusto da árvores tirou suas bota e viu seus pés inchados, dolorido e sangrando encostou a cabeça no tronco e não conseguiu segurar o choro...estava perdida no meio do nada, sua mão e seu irmão estavam mortos, e o pior...seu assassino foi o próprio pai, as lágrimas corriam pelo rosto sujo de poeira e barro, sua blusa estava rasgada e com um arranhão muito grande perto das costelas que parecia estar inflamando, aquela rã não parecia tão saborosa agora que estava prestes a sair, Genevive virou a cabeça para baixo e lá se foi toda sua refeição do dia recostou novamente sua cabeça no tronco e fechou os olhos e como mágica, ouvira uma musica calma e gostosa, aquela sensação ruim acabara de passar, era como se estivesse sonhando, o galho ficou confortável como sua cama e o corte das costelas parara de doer, ela não queria abrir os olhos com medo de tudo isso não ser um sonho, de não estar em sua cama, mas um barulho de algo caindo a fez de repente acordar do transe, e...agora que percebera, estava deitada em uma mangueira, sua fome era tão intensa que pegou a fruta mais próxima e começou a se deliciar com a frua, desceu da árvore e andou até a sola de sua bota se acabar totalmente, já era fim de tarde quando se sentou no topo de uma árvore para descansar e ouviu um barulho...pareci água foi correndo e um outro riacho desta vez com peixes-uma vez Genevive viu em um livro que peixe cru mata a fome e a sede.
Se deliciou com peixes e parou para pensar que sempre que havia algo errado alguma coisa acontecia e ela encontrava comida e água... mas sacudiu a cabeça com a tentativa de tirar a idéia da mente e se levantou, já era noite quando Genevive estava caminhando pela floresta e ouviu passos e uivos...UIVOS! Genevive então saiu correndo mas eles foram se aproximando cada vez mais quando já não era sem tempo um matilha estava em volta dela, prontos para atacar...Genevive fechou os olhos a espera de um milagre mas nada...em questão de segundo já estava no chão quase sem vi e sem sangue gritava de dor mas só queria que tudo aquilo acabasse...
Olhou para o céu e uma única estrela surgiu na noite escura, uma musica calma apareceu mas desta vez tinha a voz de sua mãe, a dor parou e Genevive ficou apreciando a cansão até acabar...
Nossa história se passa em uma pequena cidade que nem aparece nos livros de histórias e nem em qualquer outro lugar, só na memória daqueles que um dia tiveram lá, crowlingtug é seu nome se não me engano essa cidade agora se localiza no sudeste do Brasil, se não me falha a memória no estado do Espírito Santo, ainda é pequena como antes só o nome que mudou...não me lembro o nome exato mas não é isso que importa.
No ano de 1862 no dia 17 de maio já no fim da tarde, em um lugar tranquilo onde pode-se ver lindos campos verdes com um córrego de águas cristalinas passando perto de uma casa pequena e modesta se consegue ver Genevive, uma garota de 17 anos com cabelos com fios dourados como o por do sol deslumbrante que se vê logo atrás das montanhas, que descem livremente até chegarem a um ponto que se enrolam juntos com outros fios de cores semelhantes porém mais escuras e se encontram novamente com outros fios dourados como o sol caídos sobres grandes olhos azuis e brilhantes como o mar, Genevive está sentada em uma cadeira velha de sua avó de onde tem a visão perfeita do por do sol, ela está tão calma e silenciosa que parecera até uma pintura, mas esta paz é corrompida pelo barulho de panelas caindo na cozinha, ela se levanta, coloca suas botas de couro velho novamente nos pés cansados de tanto andar sobre o campo e vai ajudar sua avó com o jantar, depois de um tempo que não sei exato sua duração pode-se ver um delicioso ensopado de carne com verduras, depois de se deliciar Genevive se despede de sua avó e sai a caminho de sua casa, a noite está estrelada e muito bonita mas Genevive olha para o céu e sente algo estranho como se faltasse algo ali, ela ignora e continua caminhando.
Ao chegar em casa viu sua mãe Ellizabeth repousada no sofá com um livro sobre o colo, ela dormia tão profundamente que Genevive nem se incomodou em acordá-la, ao subir para seu quarto ela viu seu irmão Carlos deitado na cama ainda com as roupas de trabalho, ela se sentou para ler um pouco e logo ouviu a a porta da frente bater, era seu pai, um homem alto magro e com baraba sem fazer, ele andava sempre tonto ou mal-humorado, ela ouviu barulhos e alguém caindo -ele está bem pior hoje- pensou.
Um grito ecoou por toda a casa, seu irmão acordou com um pulo e outro barulho...agora com uma pequena explosão.
___TIROS- gritara ele apavorado.
Desceu as escadas correndo e...outro barulho, Genevive desceu mas antes que chegara até a sala se deparou com a cena mais horrível de sua vida, seu irmão caído bem em sua frente com um tiro perto das costelas, mais a frente havia sua mãe, com o vestido branco agora sujo de sangue e o pior, seu pai, bêbado com uma arma na mão quando a viu tentou atirar mas tropeçou em seus próprios pés e caiu em cima do corpo já morto de Ellizabeth, sem nem pensar direito, Genevive apenas saiu correndo e pulou a janela direto para uma grande árvore com galhos que encostavam na parede, ela desceu até o chão molhado pela chuva que acabara de começar e saiu correndo rumo a floresta, pensou em ir para sua avó mas o desespero era tanto que imaginara seu pai atrás dela a toda hora e não queria que ele machucasse sua avó, floresta adentro ela continuou correndo, tropeçou em uma raiz grande que saia da terra e bateu o tórax no chão, em questão de segundos todo o ar de seus pulmões despareceram e sua cabeça começou a doer, Genevive, sem ter fôlego pára continuar a correr virou de costas e ficou apreciando as estrelas, que agora fossem como se estivessem mais completas e por um segundo se esquecera de tudo o que aconteceu naquela noite e mergulhou em um sono profundo, já era de manhã quando Genevive foi acordada pelo canto dos pássaros, com as costas doendo pouco mais que sua cabeça ela se levanta e vê que está no meio do nada, sem nenhuma casa por perto ou alguém, apesar de já ser manhã o lugar está um pouco escuro pelo fato de as grandes arvores agora estarem tampando totalmente a luz do sol; Genevive se levanta e tenta ver de onde veio, mas era como se estivesse andado enquanto dormia porque não fazia de onde viera, e ela jurava que caíra em uma clareira no meio da mata, pois se lembra de ter olhado as estrelas na noite anterior e agora não dava nem pra ver o sol, mas ignorou e continuou andando, até seus pés sangrarem, estava morrendo de sede e fome, então de repente ela tropeça em algo muito duro e cai em um pequeno morro apesar de se arranhar e ter perdido muitos cabelos na queda ela por sorte cai ao lado de um riacho "não acredito" pensa, correndo para mais perto ainda, molha o rosto e se delicia com a água fresca, consegue assim capturar uma rã bem gorda e faz uma refeição, pronta para recomeçar sua caminhada em busca da civilização, se levanta e procura saber as horas, olha para océu e vê que o sol está exatamente no meio dele "meio-dia" pensa, Genevive já não estava aguentando mais andar e pensou que subir em uma árvore e descansar não poderia ser uma má ideia...
Logo que chegou no galho mais robusto da árvores tirou suas bota e viu seus pés inchados, dolorido e sangrando encostou a cabeça no tronco e não conseguiu segurar o choro...estava perdida no meio do nada, sua mão e seu irmão estavam mortos, e o pior...seu assassino foi o próprio pai, as lágrimas corriam pelo rosto sujo de poeira e barro, sua blusa estava rasgada e com um arranhão muito grande perto das costelas que parecia estar inflamando, aquela rã não parecia tão saborosa agora que estava prestes a sair, Genevive virou a cabeça para baixo e lá se foi toda sua refeição do dia recostou novamente sua cabeça no tronco e fechou os olhos e como mágica, ouvira uma musica calma e gostosa, aquela sensação ruim acabara de passar, era como se estivesse sonhando, o galho ficou confortável como sua cama e o corte das costelas parara de doer, ela não queria abrir os olhos com medo de tudo isso não ser um sonho, de não estar em sua cama, mas um barulho de algo caindo a fez de repente acordar do transe, e...agora que percebera, estava deitada em uma mangueira, sua fome era tão intensa que pegou a fruta mais próxima e começou a se deliciar com a frua, desceu da árvore e andou até a sola de sua bota se acabar totalmente, já era fim de tarde quando se sentou no topo de uma árvore para descansar e ouviu um barulho...pareci água foi correndo e um outro riacho desta vez com peixes-uma vez Genevive viu em um livro que peixe cru mata a fome e a sede.
Se deliciou com peixes e parou para pensar que sempre que havia algo errado alguma coisa acontecia e ela encontrava comida e água... mas sacudiu a cabeça com a tentativa de tirar a idéia da mente e se levantou, já era noite quando Genevive estava caminhando pela floresta e ouviu passos e uivos...UIVOS! Genevive então saiu correndo mas eles foram se aproximando cada vez mais quando já não era sem tempo um matilha estava em volta dela, prontos para atacar...Genevive fechou os olhos a espera de um milagre mas nada...em questão de segundo já estava no chão quase sem vi e sem sangue gritava de dor mas só queria que tudo aquilo acabasse...
Olhou para o céu e uma única estrela surgiu na noite escura, uma musica calma apareceu mas desta vez tinha a voz de sua mãe, a dor parou e Genevive ficou apreciando a cansão até acabar...
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