As cores do além
Não sei explicar o que sou, se não sou nada, ou uma concentração de nada, o que me torna algo, algo feito de nada...parece confuso o que realmente é, para falar a verdade me pergunto as vezes se sou real, o que me faz tirar a conclusão de que existo, ou que ao menos um dia existi, são minhas lembranças, sim...sou um fantasma, é claro que já fui alguém, pelo menos alguém com vida, meu nome é ou era...Ellizabeth Parks, nascida em 1532, Portugal ( não sei escrever o nome de minha cidade ), morri com 17 anos ( 1549 ) seu eu me lembro como foi? Sim vagamente mas me lembro, foi uma noite calma, eu estava deitada no meu quarto quando ouvi barulhos e tiros, olhei pela janela e só vi fogo fiquei com tanto medo que não consegui me mover aí o teto caiu em cima de mim, eu sei que você queria mais emoção, mas foi o fato real, as vezes me pergunto se este é mesmo o fim de minha existência, claro que já ouvi histórias de fantasmas que viram a luz e que dias depois desapareceram, mas procuro viver ou... me concentrar no presente e não presto muita atenção na "Luz", para falar a verdade acho que morri e fiquei daltônica, porque as ruas que antes eram verdes e coloridas agora são tristes e cinzas, as casas que eram cheias de vida e diferentes umas das outras, cada uma com um toque especial, hoje estão toda iguais e igualmente cinzas, acho que perdi a capacidade de enxergar a vida, talvez que pelo fato de não tê-la mais...
Na verdade nem todos os lugares são assim, há apenas um lugar onde o jardim ainda flora, as árvores ainda são reais e os pássaros rodeiam os bebedouros de águas puras e limpas sem falar do boa atmosfera que rodeia por lá, um ar animador e reconfortante...afinal, lá é um seminário- para quem não sabe lugar onde jovens religiosos ficam para aprender as virtudes da religião católicas e receber os devidos ensinamentos para se tornarem sacerdotes. Gosto de ver os jovens estudando a religião e crendo em algo inseguro com eu...mas, há alguns dias eu me sinto diferente, apesar de eu quase ter certeza de eu não ser capaz de sentir, mas com o tempo andei pensando que...se ando pensando posso raciocinar, e se posso raciocinar posso sentir o que quer que seja, mas voltando ao sentimento, não sei o que realmente é, mas tudo começou faz três dias, eu estava sentada em um banco perto de uma árvore e vi um homem, jovem, com aparência de mais ou menos 19 anos, cabelos claros mas não são loiros, olhos verdes como a grama onde cresce as flores do jardim, sua boca e suas bochechas são avermelhadas, o que o torna o oposto de mim, que não tenho vida, não tenho nem sangue correndo em minhas veias para falar a verdade nem tenho veias...mas presumi que não seja paixão, e mesmo se fosse como que eu poderia ter algum dia uma chance com alguém que está prestes a selar um compromisso com a religião e...não daria certo, mas eu nunca me canso de olhá-lo e ver como é feliz, e isso acho que me faz bem, me faz sentir, pelo menos que por poucos instantes que não estou morta, mas um dia, estava passando por algumas casas e anoite me dei de frente a um espelho, por incrível que pareça consegui ver meu reflexo, mas onde tinham vivos cabelos ruivos e finos agora apenas uma massa cinzenta onde haviam bochechas rosadas e uma pele branca e muito viva agora só vejo morte e mais nada...
Volto ao campo já que agora é noite, e estou só então posso ficar olhando as estrelas e apreciar a vida que ali continua sem mim, mas ouço um barulho...Um Homem! Será que foi despertado por algum barulho que fiz Ah! Não faço barulhos. Ele se senta ao meu lado mas nem percebe...Quero tocá-lo quando tenho a surpresa de ser o mesmo homem do qual observo à dias, mesmo sabendo que posso ficar ali parada ao seu lado sem que ele perceba me sinto mal...Acho que não posso me controlar, minha mão vazia e fantasmagórica se levanta e chega perto de seu rosto quando!
-Não! -exclama ele, está olhando para mim, nos meus olhos, oh céus ele está me vendo!-Sim, eu posso te ver, à dias todos acham que sou louco porque já comentei que vi uma mulher com aparência fantasmagórica no jardim algumas tardes, mas de repente você some, então só quero que me responda uma coisa... Você é real?
Estou tão surpresa que fico sem palavras não apenas porque ele é capaz de me ouvir, mas também porque eu realmente não sei se sou real...Mas antes que eu pense em uma resposta já respondi:
-Sim, que dizer...não, sim porque sou real e não porque não existo, mas você não é louco porque realmente estou aqui, mas não estou viva, existo mas um existir diferente, entendeu?-Presumo que não quando ele me olha com um semblante de desespero...
-Me surpreende que eu tenha entendido, mas como assim, você já morreu? Quer dizer...tudo que eu aprendo aqui não é verdade?
-Não! Mesmo fantasmas ainda passam por um outro estágio, acho que para redimirmos os pecados da vida, mas acho que quem morre sem pecados vai direto para outro estágio...-explico para ele meio assustada porque é realmente difícil explicar a morte para alguém que ainda não passou por ela!-Seus olhos estavam assustados porém haviam neles um brilho que eu não via há muito tempo... neles havia vida! Resolvi então que não conseguiria ficar mais ali então me levantei e saí rapidamente, ele não me seguiu apenas ficou parada, ali olhando para o nada...
Fiquei vagando pela cidade sem rumo pensando no que acontecera, eu estava ficando louca, seria possível? Alguém que não tem vida enlouquecer? Resolvi então que voltaria lá, e tiraria minhas próprias conclusões...
Fiquei sentada então atarde toda olhando as vivas almas que passavam por todo o jardim o dia inteiro, tentando observá-las a cada aspecto e rosto e percebi então como são frágeis, a qualquer momento eles podem morrer simplesmente parar de respirar, então perceber que tudo aquilo que se costuma chamar de vidas é apenas uma ilusão, que nada daquilo é importante...
Resolvi sair para olhar outros lugares ainda com esperanças de reencontrá-lo, resolvi voltar para meu lugar e... lá estava ele, quando me viu fez um gesto com seu rosto que eu imaginava não existir mais em minha lembranças ele sorriu! Sorriu para mim, sentei ao seu lado e fiquei apreciando ele, seu rosto, seu cabelo, cada detalho mas aí então lembrei-me de que ele me via e que ia parecer grosseiro se eu ficasse ali parada então eu simplesmente falei o que veio em minha cabeça sem cérebro antes mesmo de me segurar:
-O que te trouce aqui novamente?
-A insônia que não foi - respondeu ele com outro sorriso, então algo mai inesperado me aconteceu...Eu sorri! Nem me lembrava de que era capaz de fazer tamanha proeza.
-Você acha mesmo que sou real? -perguntei ainda com um vestígio de sorriso no rosto.
-Não tenho certeza... mas me esforço cada vez mais para aceitar que nunca saberei a verdade, mas prefiro acreditar que isso tudo é real!
-Tudo o que?
Antes de ele responder um homem velho e barrigudo com vestes negras como a noite saiu de dentro da casa e berrou:
-ESTÁ FICANDO MALUCO? JÁ É TARDE DA NOITE, NÃO VÊ QUE ESTÁ PARECENDO UM LOUCO AQUI SOZINHO?
-Não estou sozinho padre! -Exclamou ele ainda com um sorriso no rosto. -Estou na ilustre companhia de Ellizabeth Parks, a dama mais bonita que já vi, apesar de não saber se ela realmente está aqui... -Se eu fosse viva tenho certeza que minhas bochechas ficariam vermelhas.
-Não se faça de louco! Faça jure à profissão que escolheu! Entre e não fale mais sobre este momento. -Disse o padre com arrogância, ele então levantou e saiu andou até a porta mas ele parou olhou para trás e deu um sorriso, o mais bonito que já vi em toda minha existência.
Tempos se passaram e voltamos a nos encontrar mas desta vez atrás da pequena igreja, a cada noite que passava eu me sentia cada vez mais diferente, acho que estava ficando apaixonada, mas não me queixo de ser impossível por estar morta, desta vez eu sei, é real! Perguntei como descobriu meu nome e ele disse que fez algumas pesquisas.
Uma certa noite em especial ele não apareceu, preocupada resolvi procurar, e então eu ouvi gritos, aquele mesmo homem de vestes negras gritava com ele,dizia que era louco e muitas outras coisas não pude mais ouvir e voltei para o nosso ponto de encontro, dois dias e duas noites passaram e ele não apareceu, até que, em uma noite eu estava sentada atrás da igreja ainda com esperança de ele aparecer e... finalmente!Ele vinha ao meu encontro mas ele não sorria, parecia nervoso e assustado, chegou perto de mim e disse:
-Olha...eu sei que foi bom, divertido, diferente mas não dá mais! Tive uma conversa com o padre que me fez pensar que mesmo que eu não esteja luco, isso não é real não apenas pelo fato de você estar... bem...
-Morte? -Disse eu, me sentindo certamente com raiva, não dele, mas do homem de vestes negras, como ele ousa? Estragar minha felicidade, fazer a cabeça de uma pessoa? Uma pessoa assim não merece viver! NÃO, ELE NÃO MERECE VIVER!
O ódio me consumiu e eu não deixei ele terminar de falar fui direto até aquela casa mas eu não era mais eu... eu não estava andando, estava flutuando, meus olhos estavam escuros cheios de ódio antes mesmo de chegar n a casa todas as portas e janelas se abriram se se fecharam, com um barulho ensurdecedor! encontrei logo o home apavorado, agora ele m,e via mas não por muito tempo, não sabia o que estava fazendo eu só peguei uma faca comecei a atacá-lo, esse pensamento voltando em minha cabeça,"ELE NÃO MERECE VIVER"!
-NÃO! PARE! POR FAVOR, NÃO É VOCÊ PARE! -Ouvi a voz alta e clara do homem que percebi ser tão importante que nem e preocupei em saber seu nome.
Parei, voltei ao normal, caí, e vi... "O que foi que eu fiz" me perguntei, olhando para o sangue, comecei a gritar, sem saber o que fazer as pessoas invadiram o local, elas gritavam "foi ele, ele já andava louco! Foi ele" uns homens uniformizados o tiraram de lá e o levaram par um carro, o estrago estava feito!
"Pena de morte" foi o que um homem com um pequeno martelo disse para ele. Fui vê-lo antes de acontecer o pior, ele levantou a cabeça, sorriu e disse:
-Te perdoo
-Como? -perguntei sem acreditar.
-Não consigo morrer sem ter a certeza de que se nunca mais te verei, você saber que não consigo ficar sem você!
Naquele momento uma luz! Um homem alto e com um sorriso encantador saiu dela e sorriu para mim, com muita dificuldade consegui dizer:
-Estou vendo a luz!
-E sei!
-Isso significa que vou ter que esperar por você.
-Não! -Exclamou ele- Essa é minha hora, meu destino! Sei que morro em paz, o meu único erro foi amar e tenho certeza que serei perdoado por isso! -Naquele momento guarda estraram na sela, ele sussurrou- Te vejo no outro lado!
-Te vejo no outro lado... -Respondi, agora caminhando para a luz!
Na verdade nem todos os lugares são assim, há apenas um lugar onde o jardim ainda flora, as árvores ainda são reais e os pássaros rodeiam os bebedouros de águas puras e limpas sem falar do boa atmosfera que rodeia por lá, um ar animador e reconfortante...afinal, lá é um seminário- para quem não sabe lugar onde jovens religiosos ficam para aprender as virtudes da religião católicas e receber os devidos ensinamentos para se tornarem sacerdotes. Gosto de ver os jovens estudando a religião e crendo em algo inseguro com eu...mas, há alguns dias eu me sinto diferente, apesar de eu quase ter certeza de eu não ser capaz de sentir, mas com o tempo andei pensando que...se ando pensando posso raciocinar, e se posso raciocinar posso sentir o que quer que seja, mas voltando ao sentimento, não sei o que realmente é, mas tudo começou faz três dias, eu estava sentada em um banco perto de uma árvore e vi um homem, jovem, com aparência de mais ou menos 19 anos, cabelos claros mas não são loiros, olhos verdes como a grama onde cresce as flores do jardim, sua boca e suas bochechas são avermelhadas, o que o torna o oposto de mim, que não tenho vida, não tenho nem sangue correndo em minhas veias para falar a verdade nem tenho veias...mas presumi que não seja paixão, e mesmo se fosse como que eu poderia ter algum dia uma chance com alguém que está prestes a selar um compromisso com a religião e...não daria certo, mas eu nunca me canso de olhá-lo e ver como é feliz, e isso acho que me faz bem, me faz sentir, pelo menos que por poucos instantes que não estou morta, mas um dia, estava passando por algumas casas e anoite me dei de frente a um espelho, por incrível que pareça consegui ver meu reflexo, mas onde tinham vivos cabelos ruivos e finos agora apenas uma massa cinzenta onde haviam bochechas rosadas e uma pele branca e muito viva agora só vejo morte e mais nada...
Volto ao campo já que agora é noite, e estou só então posso ficar olhando as estrelas e apreciar a vida que ali continua sem mim, mas ouço um barulho...Um Homem! Será que foi despertado por algum barulho que fiz Ah! Não faço barulhos. Ele se senta ao meu lado mas nem percebe...Quero tocá-lo quando tenho a surpresa de ser o mesmo homem do qual observo à dias, mesmo sabendo que posso ficar ali parada ao seu lado sem que ele perceba me sinto mal...Acho que não posso me controlar, minha mão vazia e fantasmagórica se levanta e chega perto de seu rosto quando!
-Não! -exclama ele, está olhando para mim, nos meus olhos, oh céus ele está me vendo!-Sim, eu posso te ver, à dias todos acham que sou louco porque já comentei que vi uma mulher com aparência fantasmagórica no jardim algumas tardes, mas de repente você some, então só quero que me responda uma coisa... Você é real?
Estou tão surpresa que fico sem palavras não apenas porque ele é capaz de me ouvir, mas também porque eu realmente não sei se sou real...Mas antes que eu pense em uma resposta já respondi:
-Sim, que dizer...não, sim porque sou real e não porque não existo, mas você não é louco porque realmente estou aqui, mas não estou viva, existo mas um existir diferente, entendeu?-Presumo que não quando ele me olha com um semblante de desespero...
-Me surpreende que eu tenha entendido, mas como assim, você já morreu? Quer dizer...tudo que eu aprendo aqui não é verdade?
-Não! Mesmo fantasmas ainda passam por um outro estágio, acho que para redimirmos os pecados da vida, mas acho que quem morre sem pecados vai direto para outro estágio...-explico para ele meio assustada porque é realmente difícil explicar a morte para alguém que ainda não passou por ela!-Seus olhos estavam assustados porém haviam neles um brilho que eu não via há muito tempo... neles havia vida! Resolvi então que não conseguiria ficar mais ali então me levantei e saí rapidamente, ele não me seguiu apenas ficou parada, ali olhando para o nada...
Fiquei vagando pela cidade sem rumo pensando no que acontecera, eu estava ficando louca, seria possível? Alguém que não tem vida enlouquecer? Resolvi então que voltaria lá, e tiraria minhas próprias conclusões...
Fiquei sentada então atarde toda olhando as vivas almas que passavam por todo o jardim o dia inteiro, tentando observá-las a cada aspecto e rosto e percebi então como são frágeis, a qualquer momento eles podem morrer simplesmente parar de respirar, então perceber que tudo aquilo que se costuma chamar de vidas é apenas uma ilusão, que nada daquilo é importante...
Resolvi sair para olhar outros lugares ainda com esperanças de reencontrá-lo, resolvi voltar para meu lugar e... lá estava ele, quando me viu fez um gesto com seu rosto que eu imaginava não existir mais em minha lembranças ele sorriu! Sorriu para mim, sentei ao seu lado e fiquei apreciando ele, seu rosto, seu cabelo, cada detalho mas aí então lembrei-me de que ele me via e que ia parecer grosseiro se eu ficasse ali parada então eu simplesmente falei o que veio em minha cabeça sem cérebro antes mesmo de me segurar:
-O que te trouce aqui novamente?
-A insônia que não foi - respondeu ele com outro sorriso, então algo mai inesperado me aconteceu...Eu sorri! Nem me lembrava de que era capaz de fazer tamanha proeza.
-Você acha mesmo que sou real? -perguntei ainda com um vestígio de sorriso no rosto.
-Não tenho certeza... mas me esforço cada vez mais para aceitar que nunca saberei a verdade, mas prefiro acreditar que isso tudo é real!
-Tudo o que?
Antes de ele responder um homem velho e barrigudo com vestes negras como a noite saiu de dentro da casa e berrou:
-ESTÁ FICANDO MALUCO? JÁ É TARDE DA NOITE, NÃO VÊ QUE ESTÁ PARECENDO UM LOUCO AQUI SOZINHO?
-Não estou sozinho padre! -Exclamou ele ainda com um sorriso no rosto. -Estou na ilustre companhia de Ellizabeth Parks, a dama mais bonita que já vi, apesar de não saber se ela realmente está aqui... -Se eu fosse viva tenho certeza que minhas bochechas ficariam vermelhas.
-Não se faça de louco! Faça jure à profissão que escolheu! Entre e não fale mais sobre este momento. -Disse o padre com arrogância, ele então levantou e saiu andou até a porta mas ele parou olhou para trás e deu um sorriso, o mais bonito que já vi em toda minha existência.
Tempos se passaram e voltamos a nos encontrar mas desta vez atrás da pequena igreja, a cada noite que passava eu me sentia cada vez mais diferente, acho que estava ficando apaixonada, mas não me queixo de ser impossível por estar morta, desta vez eu sei, é real! Perguntei como descobriu meu nome e ele disse que fez algumas pesquisas.
Uma certa noite em especial ele não apareceu, preocupada resolvi procurar, e então eu ouvi gritos, aquele mesmo homem de vestes negras gritava com ele,dizia que era louco e muitas outras coisas não pude mais ouvir e voltei para o nosso ponto de encontro, dois dias e duas noites passaram e ele não apareceu, até que, em uma noite eu estava sentada atrás da igreja ainda com esperança de ele aparecer e... finalmente!Ele vinha ao meu encontro mas ele não sorria, parecia nervoso e assustado, chegou perto de mim e disse:
-Olha...eu sei que foi bom, divertido, diferente mas não dá mais! Tive uma conversa com o padre que me fez pensar que mesmo que eu não esteja luco, isso não é real não apenas pelo fato de você estar... bem...
-Morte? -Disse eu, me sentindo certamente com raiva, não dele, mas do homem de vestes negras, como ele ousa? Estragar minha felicidade, fazer a cabeça de uma pessoa? Uma pessoa assim não merece viver! NÃO, ELE NÃO MERECE VIVER!
O ódio me consumiu e eu não deixei ele terminar de falar fui direto até aquela casa mas eu não era mais eu... eu não estava andando, estava flutuando, meus olhos estavam escuros cheios de ódio antes mesmo de chegar n a casa todas as portas e janelas se abriram se se fecharam, com um barulho ensurdecedor! encontrei logo o home apavorado, agora ele m,e via mas não por muito tempo, não sabia o que estava fazendo eu só peguei uma faca comecei a atacá-lo, esse pensamento voltando em minha cabeça,"ELE NÃO MERECE VIVER"!
-NÃO! PARE! POR FAVOR, NÃO É VOCÊ PARE! -Ouvi a voz alta e clara do homem que percebi ser tão importante que nem e preocupei em saber seu nome.
Parei, voltei ao normal, caí, e vi... "O que foi que eu fiz" me perguntei, olhando para o sangue, comecei a gritar, sem saber o que fazer as pessoas invadiram o local, elas gritavam "foi ele, ele já andava louco! Foi ele" uns homens uniformizados o tiraram de lá e o levaram par um carro, o estrago estava feito!
"Pena de morte" foi o que um homem com um pequeno martelo disse para ele. Fui vê-lo antes de acontecer o pior, ele levantou a cabeça, sorriu e disse:
-Te perdoo
-Como? -perguntei sem acreditar.
-Não consigo morrer sem ter a certeza de que se nunca mais te verei, você saber que não consigo ficar sem você!
Naquele momento uma luz! Um homem alto e com um sorriso encantador saiu dela e sorriu para mim, com muita dificuldade consegui dizer:
-Estou vendo a luz!
-E sei!
-Isso significa que vou ter que esperar por você.
-Não! -Exclamou ele- Essa é minha hora, meu destino! Sei que morro em paz, o meu único erro foi amar e tenho certeza que serei perdoado por isso! -Naquele momento guarda estraram na sela, ele sussurrou- Te vejo no outro lado!
-Te vejo no outro lado... -Respondi, agora caminhando para a luz!