quinta-feira, 10 de julho de 2014

Armadilha Infernal


   Salem, Novembro século 17


   Uma vila engolida pelo medo de mulheres quase sempre inocentes acusadas de serem beijadas por satanás ou seja acusadas de "bruxaria" porém, o verdadeiro perigo não era esse mas sim o mal obscuro que rodeava invisível (até agora) por lá.
   Casas com janelas fechadas e o medo encurralado dentro dos inocentes corações dos habitantes, mas nem todos possuíam a mesma visão ou ao menos o mesmo medo, olhando do outro lado das vítimas estavam mulheres sendo julgadas muitas vezes mal, mas só queriam ajudar, mutas sentiam o mal, mas não eram compreendidas, sim... estou falando de bruxas, não de velinhas com verrugas e uma casa de doces para atrair criancinhas, mas sim mulheres com um dom que não era compreendido.

POV.prefeito 

   O sol ainda nem despertou e já escuto batidas na porta, não quero ajuda, não preciso, e elas não podem me ajudar, mas não entendem querem sua parte no reconhecimento da cidade. Levantei-me , mudei a roupa e fui atender a porta.
-Se quiserem falar sobre a ameaça da vila procurem me no gabinete a tarde.- disse batendo a porta , porem a mais velha de cabelo cacheados e ruivos colocou o pé na frente dizendo :
- O mal esta vindo , você sabe , não se pode fugir dele , nem enfrenta-lo sozinho.
_Ah ! Mas que babaquice , já mandei cinco caçadores para a floresta para abaterem essa criatura , que já está me deixando nos nervos !
-Oque ?! O senhor esta maluco ? - disse a mais nova - Não estamos falando de simples cachorros ou gatos do mato e sim de um ser terrível que nenhum homem pode capturar ! O senhor precisa de nós !
-Não eu não preciso , e , saiam daqui , se não quebrarei o acordo de sua mãe . - disse batendo a porta .
 Lembro me muito bem , a 20 anos atrás , havia entrado para minha carreira , substituindo meu pai , que morrera ainda em seu cargo ,eu era apaixonado por Ravenna Craw , não podia pensar na possibilidade de perde-la. Revenna foi obrigada por seu pai para se mudar para a França e fugir do massacre das bruxas. Mas eu não podia deixa-la ir , Ravenna então pediu-me uma prova de amor , eu disse que faria qualquer coisa , então ela pediu que as bruxas não fossem mais condenadas. Aceitei , estava cego de paixão , mas eu não me arrependo. Ravena foi encontrada morta na floresta , sem olhos e sem coração , suas filhas fruto de um amor que ela nunca me revelou , foram criadas pelo avô , Mago Craw ( o típico velho barbudo de todas as histórias) . Não tive coragem de reverter a promessa e a mantenho até hoje . Fujo da angustia de pensar que a criatura que matou meu único e verdadeiro amor pode estar na floresta. As pessoas costumam sofrer querendo vingança ou acabar com oque acabou com sua felicidade , mas eu prefiro me esconder , guardar essa magoa no canto mais obscuro do meu coração , parece covardia , mas é mesmo, admito , pelo menos para mim , afinal sou o prefeito não posso dar uma de covarde , mesmo aos meus 66 anos e meus cabelos grisalhos. 

POV.Amanda

   O prefeito não entende oque queremos dizer com o mal.Quando nossa mãe morreu eu tinha apenas sete anos e Clara quatro anos. Consigo até superar um pouco a falta que sinto dela e a falta que ela fez em minha vida mas , meu avô me criou do melhor jeito que podia. Não gosto de reviver essas lembranças , até poque fui eu quem a encontrei na floresta. Havia esquecido um frasco lá e voltei para pegar . Agora sinto o mesmo que senti naquela noite. Medo . Oque é estranho para mim , pois tenho de ser forte e sempre foi assim.Como o prefeito tinha a capacidade de ser tão cruel ? De remexer em uma ferida que ainda não se cicatrizou ? Alem de eu ter que aguentar Clara me fazendo perguntas sobre o acordo. Perguntas do tipo , por que ele teria feito isso ? , por que nega nossa ajuda ?
Clara como sempre muito ingenua , não posso mudar isso, não tenho esse direito .

POV.Clara

   AS vezes, Amanda tenta me proteger, mais do que eu preciso, mais do que é possível, mas ela não pode, ela não pode me proteger da verdade, ela não pode me proteger do medo, ela não pode me proteger do verdadeiro mal.
-A vila está atormentada com o medo, não sabem do que se trata, mas sabem que é perigoso - Disse para Amanda, com a esperança de que uma resposta fosse dirigida a mim, mas nada, a única coisa que aconteceu foi um olhar triste e preocupado, e uma forte batida na porta.

POV.Narrador

   As trevas já podiam ser sentidas, não de uma maneira clara, óbvio, mas de um jeito misterioso, como aquela sensação que você não consegue explicar então tenta se convencer que é fome, mas todos sabiam, não era fome, era medo.
   As notícias correram rapidamente, cada um com uma história, mas todos tinham o mesmo núcleo "3 caçadores desaparecidos e 2 encontrados mortos, sem olhos e sem coração". Fora uma fera? Um ser sobrenatural? Um dos guardas são traidores? Perguntas que pareciam não ter resposta, pelo menos para alguns...

POV.Mago Craw

   A fera está por perto, posso senti-la, não apenas pelo medo, mas posso sentir minha filha, como se ela estivesse implorando ajuda, já pesquisei em todos os livros que tenho mas nada, não consigo mais ficar sem respostas, e ainda tem Clara, querendo saber a história de sua mãe, o que eu acho comum, e Amanda querendo protege-la, mas ela não pode! Os astros não mentem, "um mal está por vir, e todas as mentes queimarão, no sofrimento eterno, a história será revelada, o fim será próspero, e a vingança será concluída!". Não há escolhas, preciso de ajuda, os astros nunca erram, mas nunca consigo entende-los realmente, preciso dele, o livro do campo, o livro de minha mulher.

POV.Narrador


   Era uma tarde fria e cinzenta, Raquel, uma mulher ruiva de olhos verdes como os campos estava sendo perseguida por algo muito perigoso, ela sabia que não seria capaz de vencer, então fez um livro, com todos os segredos que ela havia descoberto sobre o verdadeiro mundo, do qual todos podiam se esconder, antes de fugir, ela entregou um mapa para seu marido, o mapa que mostrava onde estava o livro, ele o guardou, para o dia em que precisasse e chegada a hora, tirou-o de sua gaveta e o abriu, saiu montanha adentro procurando o livro, o lugar estava deserto quando chegou, um simples feitiço e o livro apareceu, era como se conhecesse o mago, abriu-se e de lá começaram a surgir as seguintes palavras "Este livro pertence à Raquel Ellizabeth sall, aqui está incluído tudo o que eu sei, mas se eu não souber o que você quer saber, não se preocupe as respostas sempre chegam até você, então... boa sorte!". Tomada coragem ele abriu o livro devagar e começou a procurar, só q ele não sabia oque estava procurando exatamente, porém continuou, até que algo chamou sua atenção, uma página que logo encima dizia "Para quando o dia chegar" o mago então viu que já escurecia e então resolveu levar o livro para casa, chegando em casa sentou em sua mesa velha no quarto e começou a ler a página, que dizia " Olá Harry, se você encontrou esta página lhe digo um coisa 'A profecia é real' deve estar se perguntando, qual profecia? A profecia que diz que o mal um dia irá até a cidade da dor e destruí-la assim como todos nela, e o sinal de que ele chega é quando todas as bruxas começarem a ser caçadas, até que um traidor traia sua nação e condene os inocentes, você já entendeu oque está acontecendo, mortes sem explicação, bruxas fazendo magia negra livremente pela cidade, cidadãos com medo, cidade morta, o mal está chegando, e não há nada que possamos fazer além de lutar para impedi-lo, não continue lendo este livro, o mal chega cada vez mais perto, e cada vez mais rápido, não sei como ele virá, só sei que você tem que lutar, e não pode lutar sozinho". 

POV.Mago

   Chegou a hora, temos que lutar, não há escolhas, preciso falar com o prefeito.

POV.Prefeito

   -batidas na porta-
-De novo?? já disse que não há mal nenhum, é só um lobinho!!
-Senhor prefeito, é o mago Craw, porfavor é importante, você pode me atender por gentileza??-Disse o mago com um tom muito calmo, porém sério.
   O que esta família quer?? Já disse que está tudo sobre controle!
-O que é?-perguntou o prefeito com arrogância
-Desculpe incomodá-lo tão tarde mas é importante-Disse o mago com um tom muito preocupado.
-Tudo bem...Entre-Disse o prefeito abrindo mais a porta para o mago entrar-Quer um café, água...?
-Não, obrigado. Oque eu quero te dizer não vai demorar muito!
-Sente-se!
-Muito bem, antes que se pergunte, sim! Eu vim falar do "mal" que minhas netas estão dizendo, não é nenhum lobo, ou cachorro do mato! É um mal inexplicável o mau que matou minha mulher minha filha vai matar minha neta e todos desta cidade!
-Olha, sinto muito, mas eu não posso ficar resolvendo problemas familiares, e nenhum mal e capaz de matar o povo todo de uma cidade! Sinto muito pela sua família mas infelizmente não posso te ajudar.
-Era seu amor,você deixou ela ir,e ainda nega ajudar suas filhas?
-Filhas? Como assim filhas?
-As meninas são suas filhas, se não acredita olhe nos olhos delas, bem lá dentro! Bom vou-me indo, se mudar de ideia minha porta está aberta para te receber, com licença.
   FILHAS? como assim filhas??? Não acredito que Ravenna nunca me disse isso, mas será que é verdade? ou é só um desculpa para eu poder ajudá-los, seja como for, acho que é hora de ceder...

POV.Mago

   Eu não devia ter contado, se minha filha não contou, é porque era o melhor, mas que outro jeito de convencê-lo? Acho que foi o certo a se fazer eu não tinha outra alternativa...
   -Batida na porta-
"Mago Craw, por favor, abra a porta, eu já tomei minha decisão, vou ajudá-los"
   Eu sabia!Era o certo a fazer.
-Clara,abra a porta para o senhor prefeito por favor!
-Obrigado Clara-Disse o senhor Prefeito olhando bem fundo nos olhos de Clara.-sei que isso parece estranho, mas eles são um pouco parecidos com os meus, mas agora com licença, vou tratar de negócios com seu avô.
-Negócios que também no interessam!-Disse amanda da cozinha.
-Sim Claro! Senhor prefeito, acho que o senhor não se incomodar se Amanda e Clara fizerem parte de nossos "Negócios"-disse o mago calmamente para o prefeito, ele simplesmente balançou a cabeça e eles se reuniram na sala.
-Eu vim dizer que vou ajudá-los, o que posso fazer?
-Avise o povo, peça que tranquem as janelas, as portas, coloquem amuletos nas camas, orem todas as noites, deixem água benta na porta, qualquer coisa para espantar o mau, isso é muito sério senhor Prefeito, não é qualquer coisa!-Disse amanda muito séria
-Sim,Claro! Mas e vocês? O que podem fazer para nosso povo de Salem?
-Nós farem,os feitiços, procuraremos ciras, ou modos de acabar com o mau, não importa como ele virá"-Disse Clara, do canto da sala.
-É melhor que comece logo a reunir todo o povo na praça senhor prefeito, quando terminar nos avise! O Mau não vai demorar!-Disse o Mago Craw, com um tom muito sério.

POV.Narrador

   O medo agora estava mais forte, a vila estava sendo atormentada, e o pecado tomou conta de todos, homens declarando amor à suas amantes em frente suas esposas, mulheres rezando para satanás na frente dos crucifixos, as pessoas haviam esquecido oque era perdão, abandonado a fé e aceitado o medo, o mago e suas netas não conseguiram achar nada eles só esperaram, assim como todos pelo mau, afinal...não havia mais nada que se pudesse fazer até que um dia, clara estava sentada em um pasto ao lado de uma floresta quando viu de longe saindo de lá SUA MÃE ela gritou, pois ela estava horrível, sem olhos e toda suja de sangue, então a imagem falhou e se transformou em um homem, alto e bonito, e então foi chegando perto, Clra correu para a vila e disse o viu, então todos foram para o pasto e lá estava um gato, não, não era preto mas sim malhado de cinza e braco e tinha olhos verdes ninguém chegou perto porque ele começou se transformar, e virou uma mulher muito bonita, todos os homens ficaram desconfortáveis, todos estavam pensando o mau, as mulheres vingança, homens o pecado da carne, crianças o medo e as bruxas, a verdade, ele havia chegado, e levaria todos com ele, então uma cratera abriu no chão as pessoas tentavam correr mas eram puxadas por criaturas envoltas em chamas mas de carne fria, demônios! assim todos que estavam em pecado cairam, todos que não tinham fé cairam no grande inferno para o sofrimento eterno, o próprio satanás havia feito aquilo, tirou a fé de todos e os levou para seu reino, para lhe servir e lhe tornar mais forte, o mal está em todo lugar, não tem como se esconder, não tem como fugir,



  

domingo, 11 de maio de 2014

As cores do além


   Não sei explicar o que sou, se não sou nada, ou uma concentração de nada, o que me torna algo, algo feito de nada...parece confuso o que realmente é, para falar a verdade me pergunto as vezes se sou real, o que me faz tirar a conclusão de que existo, ou que ao menos um dia existi, são minhas lembranças, sim...sou um fantasma, é claro que já fui alguém, pelo menos alguém com vida, meu nome é ou era...Ellizabeth Parks, nascida em 1532, Portugal ( não sei escrever o nome de minha cidade ), morri com 17 anos ( 1549 ) seu eu me lembro como foi? Sim vagamente mas me lembro, foi uma noite calma, eu estava deitada no meu quarto quando ouvi barulhos e tiros, olhei pela janela e só vi fogo fiquei com tanto medo que não consegui me mover aí o teto caiu em cima de mim, eu sei que você queria mais emoção, mas foi o fato real, as vezes me pergunto se este é mesmo o fim de minha existência, claro que já ouvi histórias de fantasmas que viram a luz e que dias depois desapareceram, mas procuro viver ou... me concentrar no presente e não presto muita atenção na "Luz", para falar a verdade acho que morri e fiquei daltônica, porque as ruas que antes eram verdes e coloridas agora são tristes e cinzas, as casas que eram cheias de vida e diferentes umas das outras, cada uma com um toque especial, hoje estão toda iguais e igualmente cinzas, acho que perdi a capacidade de enxergar a vida, talvez que pelo fato de não tê-la mais...
   Na verdade nem todos os lugares são assim, há apenas um lugar onde o jardim ainda flora, as árvores ainda são reais e os pássaros rodeiam os bebedouros de águas puras e limpas sem falar do boa atmosfera que rodeia por lá, um ar animador e reconfortante...afinal, lá é um seminário- para quem não sabe lugar onde jovens religiosos ficam para aprender as virtudes da religião católicas e receber os devidos ensinamentos para se tornarem sacerdotes. Gosto de ver os jovens estudando a religião e crendo em algo inseguro com eu...mas, há alguns dias eu me sinto diferente, apesar de eu quase ter certeza de eu não ser capaz de sentir, mas com o tempo andei pensando que...se ando pensando posso raciocinar, e se posso raciocinar posso sentir o que quer que seja, mas voltando ao sentimento, não sei o que realmente é, mas tudo começou faz três dias, eu estava sentada em um banco perto de uma árvore e vi um homem, jovem, com aparência de mais ou menos 19 anos, cabelos claros mas não são loiros, olhos verdes como a grama onde cresce as flores do jardim, sua boca e suas bochechas são avermelhadas, o que o torna o oposto de mim, que não tenho vida, não tenho nem sangue correndo em minhas veias para falar a verdade nem tenho veias...mas presumi que não seja paixão, e mesmo se fosse como que eu poderia ter algum dia uma chance com alguém que está prestes a selar um compromisso com a religião e...não daria certo, mas eu nunca me canso de olhá-lo e ver como é feliz, e isso acho que me faz bem, me faz sentir, pelo menos que por poucos instantes que não estou morta, mas um dia, estava passando por algumas casas e anoite me dei de frente a um espelho, por incrível que pareça consegui ver meu reflexo, mas onde tinham vivos cabelos ruivos e finos agora apenas uma massa cinzenta onde haviam bochechas rosadas e uma pele branca e muito viva agora só vejo morte e mais nada...
   Volto ao campo já que agora é noite, e estou só então posso ficar olhando as estrelas e apreciar a vida que ali continua sem mim, mas ouço um barulho...Um Homem! Será que foi despertado por algum barulho que fiz Ah! Não faço barulhos. Ele se senta ao meu lado mas nem percebe...Quero tocá-lo quando tenho a surpresa de ser o mesmo homem do qual observo à dias, mesmo sabendo que posso ficar ali parada ao seu lado sem que ele perceba me sinto mal...Acho que não posso me controlar, minha mão vazia e fantasmagórica se levanta e chega perto de seu rosto quando!
-Não! -exclama ele, está olhando para mim, nos meus olhos, oh céus ele está me vendo!-Sim, eu posso te ver, à dias todos acham que sou louco porque já comentei que vi uma mulher com aparência fantasmagórica no jardim algumas tardes, mas de repente você some, então só quero que me responda uma coisa... Você é real?
   Estou tão surpresa que fico sem palavras não apenas porque ele é capaz de me ouvir, mas também porque eu realmente não sei se sou real...Mas antes que eu pense em uma resposta já respondi:
-Sim, que dizer...não, sim porque sou real e não porque não existo, mas você não é louco porque realmente estou aqui, mas não estou viva, existo mas um existir diferente, entendeu?-Presumo que não quando ele me olha com um semblante de desespero...
-Me surpreende que eu tenha entendido, mas como assim, você já morreu? Quer dizer...tudo que eu aprendo aqui não é verdade?
-Não! Mesmo fantasmas ainda passam por um outro estágio, acho que para redimirmos os pecados da vida, mas acho que quem morre sem pecados vai direto para outro estágio...-explico para ele meio assustada porque é realmente difícil explicar a morte para alguém que ainda não passou por ela!-Seus olhos estavam assustados porém haviam neles um brilho que eu não via há muito tempo... neles havia vida! Resolvi então que não conseguiria ficar mais ali então me levantei e saí rapidamente, ele não me seguiu apenas ficou parada, ali olhando para o nada...
   Fiquei vagando pela cidade sem rumo pensando no que acontecera, eu estava ficando louca, seria possível? Alguém que não tem vida enlouquecer? Resolvi então que voltaria lá, e tiraria minhas próprias conclusões...
   Fiquei sentada então atarde toda olhando as vivas almas que passavam por todo o jardim o dia inteiro, tentando observá-las a cada aspecto e rosto e percebi então como são frágeis, a qualquer momento eles podem morrer simplesmente parar de respirar, então perceber que tudo aquilo que se costuma chamar de vidas é apenas uma ilusão, que nada daquilo é importante...
   Resolvi sair para olhar outros lugares ainda com esperanças de reencontrá-lo, resolvi voltar para meu lugar e... lá estava ele, quando me viu fez um gesto com seu rosto que eu imaginava não existir mais em minha lembranças ele sorriu! Sorriu para mim, sentei ao seu lado e fiquei apreciando ele, seu rosto, seu cabelo, cada detalho mas aí então lembrei-me de que ele me via e que ia parecer grosseiro se eu ficasse ali parada então eu simplesmente falei o que veio em minha cabeça sem cérebro antes mesmo de me segurar:
-O que te trouce aqui novamente?
-A insônia que não foi - respondeu ele com outro sorriso, então algo mai inesperado me aconteceu...Eu sorri! Nem me lembrava de que era capaz de fazer tamanha proeza.
-Você acha mesmo que sou real? -perguntei ainda com um vestígio de sorriso no rosto.
-Não tenho certeza... mas me esforço cada vez mais para aceitar que nunca saberei a verdade, mas prefiro acreditar que isso tudo é real!
-Tudo o que?
   Antes de ele responder um homem velho e barrigudo com vestes negras como a noite saiu de dentro da casa e berrou:
-ESTÁ FICANDO MALUCO? JÁ É TARDE DA NOITE, NÃO VÊ QUE ESTÁ PARECENDO UM LOUCO AQUI SOZINHO?
-Não estou sozinho padre! -Exclamou ele ainda com um sorriso no rosto. -Estou na ilustre companhia de Ellizabeth Parks, a dama mais bonita que já vi, apesar de não saber se ela realmente está aqui... -Se eu fosse viva tenho certeza que minhas bochechas ficariam vermelhas.
-Não se faça de louco! Faça jure à profissão que escolheu! Entre e não fale mais sobre este momento. -Disse o padre com arrogância, ele então levantou e saiu andou até a porta mas ele parou olhou para trás e deu um sorriso, o mais bonito que já vi em toda minha existência.
   Tempos se passaram e voltamos a nos encontrar mas desta vez atrás da pequena igreja, a cada noite que passava eu me sentia cada vez mais diferente, acho que estava ficando apaixonada, mas não me queixo de ser impossível por estar morta, desta vez eu sei, é real! Perguntei como descobriu meu nome e ele disse que fez algumas pesquisas. 
   Uma certa noite em especial ele não apareceu, preocupada resolvi procurar, e então eu ouvi gritos, aquele mesmo homem de vestes negras gritava com ele,dizia que era louco e muitas outras coisas não pude mais ouvir e voltei para o nosso ponto de encontro, dois dias e duas noites passaram e ele não apareceu, até que, em uma noite eu estava sentada atrás da igreja ainda com esperança de ele aparecer e... finalmente!Ele vinha ao meu encontro mas ele não sorria, parecia nervoso e assustado, chegou perto de mim e disse:
-Olha...eu sei que foi bom, divertido, diferente mas não dá mais! Tive uma conversa com o padre que me fez pensar que mesmo que eu não esteja luco, isso não é real não apenas pelo fato de você estar... bem...
-Morte? -Disse eu, me sentindo certamente com raiva, não dele, mas do homem de vestes negras, como ele ousa? Estragar minha felicidade, fazer a cabeça de uma pessoa? Uma pessoa assim não merece viver! NÃO, ELE NÃO MERECE VIVER!
   O ódio me consumiu e eu não deixei ele terminar de falar fui direto até aquela casa mas eu não era mais eu... eu não estava andando, estava flutuando, meus olhos estavam escuros cheios de ódio antes mesmo de chegar n a casa todas as portas e janelas se abriram se se fecharam, com um barulho ensurdecedor! encontrei logo o home apavorado, agora ele m,e via mas não por muito tempo, não sabia o que estava fazendo eu só peguei uma faca comecei a atacá-lo, esse pensamento voltando em minha cabeça,"ELE NÃO MERECE VIVER"!
-NÃO! PARE! POR FAVOR, NÃO É VOCÊ PARE! -Ouvi a voz alta e clara do homem que percebi ser tão importante que nem e preocupei em saber seu nome.
   Parei, voltei ao normal, caí, e vi... "O que foi que eu fiz" me perguntei, olhando para o sangue, comecei a gritar, sem saber o que fazer as pessoas invadiram o local, elas gritavam "foi ele, ele já andava louco! Foi ele" uns homens uniformizados o tiraram de lá e o levaram par um carro, o estrago estava feito!
   "Pena de morte" foi o que um homem com um pequeno martelo disse para ele. Fui vê-lo antes de acontecer o pior, ele levantou a cabeça, sorriu e disse:
-Te perdoo
-Como? -perguntei sem acreditar.
-Não consigo morrer sem ter a certeza de que se nunca mais te verei, você saber que não consigo ficar sem você!
   Naquele momento uma luz! Um homem alto e com um sorriso encantador saiu dela e sorriu para mim, com muita dificuldade consegui dizer:
-Estou vendo a luz!
-E sei!
-Isso significa que vou ter que esperar por você.
-Não! -Exclamou ele- Essa é minha hora, meu destino! Sei que morro em paz, o meu único erro foi amar e tenho certeza que serei perdoado por isso! -Naquele momento guarda estraram na sela, ele sussurrou- Te vejo no outro lado!
-Te vejo no outro lado... -Respondi, agora caminhando para a luz!


  

sábado, 3 de maio de 2014

PS: Esse texto serve para conscientizar assim como os jovens como os mais velhos de que o álcool não é a melhor opção, na verdade nem deve ser um opção, além de ler você deve refletir este texto, pense se você já bebeu ou bebe, PARE por favor, procure ajuda, não está sozinho, preserve sua vida porque ela vale qualquer noitada!


Um Jovem chega em uma festa, diz para os amigos que vai aproveitar a noite.
Bebe até ficar fora de si, briga com uma pessoa e é expulso, até aí não está tão ruim, mas ele então pega um carro e vai para a estrada, está tarde da noite e muito escuro, ou seja, precisa-se de máxima atenção ao volante...
Enquanto uma família faz uma viagem tranquila pela mesma estrada,.Não é nenhum mistério o que vai acontecer e as pessoas acham até normal isso, acham comum a dor de um pai que teve sua família morta por uma pessoa que não sabe distinguir o que é certo e o que é errado, porém isso não deveria acontecer, todas as vidas são preciosas e precisamos preservá-las, o álcool não leva ninguém a nada, a não ser a dor e a tristeza, por isso peço, tenha consciência, faça isso pela vida, pela sua e pela dos demais, faça isso pelo bem da humanidade, não beba, VIVA ! ! !




terça-feira, 1 de abril de 2014

                                 A estrela de Genevive

   Todos sabemos que a morte é um mistério, algumas pessoas fazem suposições do que pode acontecer depois que deixemos esta vida, algumas religiões como a católica dizem que quando morrermos seremos julgados por tudo o que fizemos em nossa vida e dependendo deste julgamento seremos mandados ou para um paraíso ou para um lugar de trevas e sofrimentos para paguemos pelos pecados que cometemos -o que na minha opinião parece justo. Outras como espíritas acreditam que algum dia voltaremos para fazermos uma vida nova -fenômeno conhecido como reencarnação. Algumas pessoas dizem que nossos corpos apenas viram alimentos para aumentar a vida de seres incapazes de pensar ou sentir algo, enfim...existem muitas explicações para o que acontece após deixarmos esta vida, mas uma das minhas favoritas é que as pessoas que são interrompidas antes de completar seu destino viram nada menos do que uma estrela para guiar aqueles destinados a algo errado que pode interrompe-los também, sei que parece bobo, mas não disse que é verdade...nem que não é... mas tire suas próprias conclusões com a história de Genevive...
   Nossa história se passa em uma pequena cidade que nem aparece nos livros de histórias e nem em qualquer outro lugar, só na memória daqueles que um dia tiveram lá, crowlingtug é seu nome se não me engano essa cidade agora se localiza no sudeste do Brasil, se não me falha a memória no estado do Espírito Santo, ainda é pequena como antes só o nome que mudou...não me lembro o nome exato mas não é isso que importa.
   No ano de 1862 no dia 17 de maio já no fim da tarde, em um lugar tranquilo onde pode-se ver lindos campos verdes com um córrego de águas cristalinas passando perto de uma casa pequena e modesta se consegue ver Genevive, uma garota de 17 anos com cabelos com fios dourados como o por do sol deslumbrante que se vê logo atrás das montanhas, que descem livremente até chegarem a um ponto que se enrolam juntos com outros fios de cores semelhantes porém mais escuras e se encontram novamente com outros fios dourados como o sol caídos sobres grandes olhos azuis e brilhantes como o mar, Genevive está sentada em uma cadeira velha de sua avó de onde tem a visão perfeita do por do sol, ela está tão calma e silenciosa que parecera até uma pintura, mas esta paz é corrompida pelo barulho de panelas caindo na cozinha, ela se levanta, coloca suas botas de couro velho novamente nos pés cansados de tanto andar sobre o campo e vai ajudar sua avó com o jantar, depois de um tempo que não sei exato sua duração pode-se ver um delicioso ensopado de carne com verduras, depois de se deliciar Genevive se despede de sua avó e sai a caminho de sua casa, a noite está estrelada e muito bonita mas Genevive olha para o céu e sente algo estranho como se faltasse algo ali, ela ignora e continua caminhando.
   Ao chegar em casa viu sua mãe Ellizabeth repousada no sofá com um livro sobre o colo, ela dormia tão profundamente que Genevive nem se incomodou em acordá-la, ao subir para seu quarto ela viu seu irmão Carlos deitado na cama ainda com as roupas de trabalho, ela se sentou para ler um pouco e logo ouviu a a porta da frente bater, era seu pai, um homem alto magro e com baraba sem fazer, ele andava sempre tonto ou mal-humorado, ela ouviu barulhos e alguém caindo -ele está bem pior hoje- pensou.
   Um grito ecoou por toda a casa, seu irmão acordou com um pulo e outro barulho...agora com uma pequena explosão.
___TIROS- gritara ele apavorado.
Desceu as escadas correndo e...outro barulho, Genevive desceu mas antes que chegara até a sala se deparou com a cena mais horrível de sua vida, seu irmão caído bem em sua frente com um tiro perto das costelas, mais a frente havia sua mãe, com o vestido branco agora sujo de sangue e o pior, seu pai, bêbado com uma arma na mão quando a viu tentou atirar mas tropeçou em seus próprios pés e caiu em cima do corpo já morto de Ellizabeth, sem nem pensar direito, Genevive apenas saiu correndo e pulou a janela direto para uma grande árvore com galhos que encostavam na parede, ela desceu até o chão molhado pela chuva que acabara de começar e saiu correndo rumo a floresta, pensou em ir para sua avó mas o desespero era tanto que imaginara seu pai atrás dela a toda hora e não queria que ele machucasse sua avó, floresta adentro ela continuou correndo, tropeçou em uma raiz grande que saia da terra e bateu o tórax no chão, em questão de segundos todo o ar de seus pulmões despareceram  e sua cabeça começou a doer, Genevive, sem ter fôlego pára continuar a correr virou de costas e ficou apreciando as estrelas, que agora fossem como se estivessem mais completas e por um segundo se esquecera de tudo o que aconteceu naquela noite e mergulhou em um sono profundo, já era de manhã quando Genevive foi acordada pelo canto dos pássaros, com as costas doendo pouco mais que sua cabeça ela se levanta e vê que está no meio do nada, sem nenhuma casa por perto ou alguém, apesar de já ser manhã o lugar está um pouco escuro pelo fato de as grandes arvores agora estarem tampando totalmente a luz do sol; Genevive se levanta e tenta ver de onde veio, mas era como se estivesse andado enquanto dormia porque não fazia de onde viera, e ela jurava que caíra em uma clareira no meio da mata, pois se lembra de ter olhado as estrelas na noite anterior e agora não dava nem pra ver o sol, mas ignorou e continuou andando, até seus pés sangrarem, estava morrendo de sede e fome, então de repente ela tropeça em algo muito duro e cai em um pequeno morro apesar de se arranhar e ter perdido muitos cabelos na queda ela por sorte cai ao lado de um riacho "não acredito" pensa, correndo para mais perto ainda, molha o rosto e se delicia com a água fresca, consegue assim capturar uma rã bem gorda e faz uma refeição, pronta para recomeçar sua caminhada em busca da civilização, se levanta e procura saber as horas, olha para océu e vê que o sol está exatamente no meio dele "meio-dia" pensa, Genevive já não estava aguentando mais andar e pensou que subir em uma árvore e descansar não poderia ser uma má ideia...
   Logo que chegou no galho mais robusto da árvores tirou suas bota e viu seus pés inchados, dolorido e sangrando encostou a cabeça no tronco e não conseguiu segurar o choro...estava perdida no meio do nada, sua mão e seu irmão estavam mortos, e o pior...seu assassino foi o próprio pai, as lágrimas corriam pelo rosto sujo de poeira e barro, sua blusa estava rasgada e com um arranhão muito grande perto das costelas que parecia estar inflamando, aquela rã não parecia tão saborosa agora que estava prestes a sair, Genevive virou a cabeça para baixo e lá se foi toda sua refeição do dia recostou novamente sua cabeça no tronco e fechou os olhos e como mágica, ouvira uma musica calma e gostosa, aquela sensação ruim acabara de passar, era como se estivesse sonhando, o galho ficou confortável como sua cama e o corte das costelas parara de doer, ela não queria abrir os olhos com medo de tudo isso não ser um sonho, de não estar em sua cama, mas um barulho de algo caindo a fez de repente acordar do transe, e...agora que percebera, estava deitada em uma mangueira, sua fome era tão intensa que pegou a fruta mais próxima e começou a se deliciar com a frua, desceu da árvore e andou até a sola de sua bota se acabar totalmente, já era fim de tarde quando se sentou no topo de uma árvore para descansar e ouviu um barulho...pareci água foi correndo e um outro riacho desta vez com peixes-uma vez Genevive viu em um livro que peixe cru mata a fome e a sede.
   Se deliciou com peixes e parou para pensar que sempre que havia algo errado alguma coisa acontecia e ela encontrava comida e água... mas sacudiu a cabeça com a tentativa de tirar a idéia da mente e se levantou, já era noite quando Genevive estava caminhando pela floresta e ouviu passos e uivos...UIVOS! Genevive então saiu correndo mas eles foram se aproximando cada vez mais quando já não era sem tempo um matilha estava em volta dela, prontos para atacar...Genevive fechou os olhos a espera de um milagre mas nada...em questão de segundo já estava no chão quase sem vi e sem sangue gritava de dor mas só queria que tudo aquilo acabasse...
   Olhou para o céu e uma única estrela surgiu na noite escura, uma musica calma apareceu mas desta vez tinha a voz de sua mãe, a dor parou e Genevive ficou apreciando a cansão até acabar...

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

          Diário das três noites
   Segunda-feira, 11 de março, 1940.

   O dia amanheceu frio e nublado, estou me olhando no espelho e não vejo Adam Layckerwood, vejo apenas um homem de aparência cansada vestindo uma roupa de um couro duro, com estampas de vários tons de verde, meu cabelo está penteado e eu aparentemente estou pronto para seguir direto para a guerra-um conflito entre países que obrigam homens do mundo inteiro se separarem de suas famílias e lutarem até o fim de suas vidas por algo que nem sabemos direito o que é.
   Desço as escadas para o café meus três filhos e minha esposa já estão sentados me esperando para o café, não consigo comer quase nada mas sou obrigado a comer mais do que qualquer dia de minha vida. Depois do café reforçado todos nos levantamos e sem querer,nossos olhos se cruzam,olhos tristes segurando as lágrimas, então eu saio do meu lugar quebrando aquela corrente de dor e tristeza.
   Pegamos o carro e fomos para o porto, chegando lá eu logo ouvi chamarem pelo sargento Layckerwood, me despeço de minha família e sigo horizonte adentro, quando chego no navio me surpreendo por ver homens cantando bebendo e dançando, mas também vejo homens como eu que estão lá por serem obrigados.
   Não demorou uma hora para eu perceber que a comida e a bebida não duraria mais de uma noite.
   O capitão ancorou o navio e um bote velho de madeira, com um homem de bigode grisalho sentado em uma tábua de madeira já cheia de cupins encostou na poupa do barco e levou todos os soldados até uma área deserta com apenas sol, areia e algumas cabanas improvisadas, pude ver ao longe alguns homens com um uniforme semelhante ao nosso estocando a pouca comida que tínhamos.
   Fomos divididos de acordo com a cidade de onde viemos e depois fomos divididos novamente por ordem alfabética de acordo com o sobrenome, fiquei em uma cabana um tanto espaçosa com outros 5 homens, Tarence lidenburg, Johnny Lockehard, James Leser, Lucas Luz e Orlando Lopez.
                       1° noite
segunda feira, 11 de março, 1940

   Depois do fraco jantar tivemos um toque de recolher cedo mas alguns vigias que ficaram em uma parte mais elevada do campo não tiveram a mesma sorte, não consegui dormir, fiquei pensando na minha família, agora também preocupados comigo, não dava para mandar cartas ou fazer nenhum contato com outra pessoa, tentei fechar os olhos mas o medo de ser morto e ter que abandonar minha família me consumiu e comecei ter pesadelos antes mesmo de dormir.

terça feira, 12 de março, 1940

   No outro dia de manhã acordei muito cansado, nem me lembro de quando dormi...Tivemos um café da manhã melhor um pouco, o dia passou rápido, sem matança, sem sangue, ou qualquer outra coisa para fazer.
                     2° noite

   Entramos na cabana e eu quase consegui dormir sem pesadelos mas quando estava quase no além ouvi barulhos e gritos saímos e vimos homens de roupas brancas e manchadas de sangue gritando e dando ordens para outros carregando macas com soldados ferido e alguns até mortos...Assim...na minha 2º noite fora de casa, pude ver os primeiros sinais da guerra, homens feridos gritando por suas famílias e então eu de repente...me vi lá, no lugar daqueles homens, só esse pensamento acabava comigo, não lembro ter ido dormir, só lembro de acordar...

 quarta feira, 13 de março, 1940

    No outro dia de manhã o café foi mais reforçado apesar de ter mais pessoas no alojamento, um hospital foi montado e passamos a tarde toda aprendendo sobre primeiros socorros e táticas de batalha.

                   3° noite

    Na minha 3° noite pude deitar e pensar passibilidade de voltar para casa e abraçar novamente minha família!
  Estava quase dormindo quando fui despertado por um barulho muito forte, todos saímos para ver o que era e ao longe eu pude ver uma grande bandeira com um símbolo estranho e muitos soldados, corremos e pegamos armas, subi um pequeno morro de terra molhada e me abaixei em uma moita de um mato escuro e fedorento, lá eu pude ver pessoas gritando e muito sangue eu me levantei e antes que pude correr para ajudar...senti um frio fora do normal olhei para trás e vi um homem com uma arma apontada para mim olhei para meu tórax e havia um pequeno furo nele que saia muito sangue, minhas pernas fraquejaram me caí ajoelhado no chão virado pelo homem, outro estrondo e outro tiro dessa vez no peito, caí de costas gemendo e sangrando, olhei para o céu e vi a lua, ela estava linda e brilhante, me concentrei apenas nela, a dor amenizou um pouco mas sabia que era questão de minutos para eu sangrar até a morte, tive uma visão de minha família chorando e lamentando pela minha perda sacudi a cabeça para parar de pensar, a lua foi ficando borrada...o frio foi aumentando...minhas pálpebras estavam pesadas, uma lágrima desceu de meus olhos, o lápis na minha mão está solto mas não desisto de escrever, se um dia encontrarem este diário espero que saibam que...